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15 de maio é o Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares

O Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares, 15 de maio, tem sido aproveitado por muitas instituições para a conscientização da sociedade acerca da importância da implantação de ações de biossegurança pelos hospitais e demais prestadores de serviços de saúde. O Planserv – Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais não poderia abster-se de participar deste processo, sobretudo por conhecer as estatísticas: anualmente, cerca de 14% dos pacientes internados no Brasil contraem algum tipo de infecção hospitalar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O pior é que aproximadamente100 mil pessoas morrem em decorrência das infecções, de acordo com a Associação Nacional de Biossegurança (Anbio).

“A adoção de normas e procedimentos seguros e adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, a fim de evitar a transmissão de doenças, é imprescindível”, resume o Coordenador de Gestão de Rede do Planserv, Paulo Santana. Considerando a relevância das acreditações, certificados e protocolos vigentes relacionados não apenas ao controle das infecções hospitalares, mas também a critérios de qualidade em saúde (índices de mortalidade, segurança do paciente e tempo de permanência hospitalar), o Planserv está reformulando os critérios adotados para credenciar e  avaliar  serviços de saúde.

“Com a implantação do Projeto Padrão Assistencial Planserv, em execução desde 2015, estamos buscando aprimoramentos dos editais de credenciamento principalmente das unidades hospitalares, com o intuito de resguardar a qualidade assistencial e a segurança do paciente. Hoje, os critérios de classificação hospitalar estão basicamente focados nos itens de estrutura e serviços ofertados, mas em breve, as maiores pontuações serão atribuídas a prestadores que, além de possuírem estruturas adequadas, tenham qualidade assistencial, protocolos bem definidos, certificados e acreditação, entre outros indicadores que apontem para uma melhor assistência aos pacientes”, informa Paulo Santana .

Outra iniciativa do Planserv relacionada ao controle das infecções hospitalares é a inclusão das notificações de casos de infecção hospitalar nas auditorias de contas de Internação. De acordo com o Coordenador de Controle do Planserv, Marco Aurélio Borges, esta mudança, válida a partir deste mês de maio, toma por base a Portaria nº 529/2013, que institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), cujo objetivo é contribuir para a qualificação do cuidado nos estabelecimentos de saúde.

Causas das infecções – As instituições que prestam cuidados de saúde, como os hospitais, são as mais comuns fontes de geração e transmissão de bactérias multirresistentes, que são germes com resistência à maioria dos antibióticos. Segundo a enfermeira Simone Cardoso, que atua em serviços de controle de infecção hospitalar em grandes hospitais de Salvador, diversos fatores contribuem para isso. “Os mais relevantes são as comorbidades (associação de pelo menos duas patologias num mesmo paciente), extremos de idade (crianças e idosos são mais atingidos) e patologias de base (doenças que surgem primeiro e originam outras); além de falhas na adesão às medidas de prevenção; transmissão cruzada (transferência de microrganismos de uma pessoa – ou objeto – para outra)  e uso indiscriminado de antibióticos, que acaba gerando a resistência de microorganismos aos medicamentos”, resume.

Conhecedores dessa realidade, os Serviços de Controle de Infecção Hospitalar têm, entre outras, a responsabilidade de implantar ações de biossegurança, que correspondem à adoção de normas e procedimentos seguros e adequados para a manutenção da saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes. “A mais importante ação de controle das infecções hospitalares é a correta e habitual higienização das mãos dos profissionais de saúde. Outras ações relevantes são o adequado uso e descarte do Equipamento de Proteção Individual (EPI), como luvas, aventais, máscaras e protetores oculares; o controle do uso de antimicrobianos; a fiscalização da limpeza e a desinfecção de artigos e superfícies”, diz a enfermeira Simone Cardoso.

Os pacientes também devem receber orientação sobre a importância da higiene das mãos, além de estarem cientes de que, se algum dos acompanhantes apresentar suspeita clínica de doença infecciosa, deve procurar a enfermagem antes de entrar no hospital, pois pode estar carregando alguma doença infectocontagiosa. A adoção dessas precauções deve ser priorizada em todos os serviços de saúde de forma constante. Apenas seguindo as normas de biossegurança, é possível evitar que o ambiente hospitalar seja um veículo de disseminação dos germes, multirresistentes ou não, durante a assistência aos seus pacientes. 

 

Ascom | Planserv