domingo , dezembro 16 2018
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3% dos candidatos baianos a deputado impulsionaram no Facebook

No último mês de campanha, apenas 15 dos 501 candidatos a deputado federal pela Bahia gastaram R$ 66.200 com impulsionamento de publicação no Facebook. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirados da divulgação de contas eleitorais.

A candidata pelo Partido Verde, Marcelle Moraes, foi a que mais usou a rede social nos últimos 30 dias, o que gerou uma despesa de R$ 25 mil, número que corresponde a 37,8% do total pago pelos concorrentes. Ela, que faz parte da coligação Unidos Para Mudar a Bahia, firmou contrato com a empresa Adyen do Brasil Ltda., que foi a mais escolhida entre os 15 políticos que disputam uma cadeira na Câmara.

A empresa, que é de origem holandesa, recebeu no último mês 90% dos recursos destinados pelos candidatos baianos a deputado federal ao impulsionamento de conteúdo apenas no Facebook, o equivalente a R$ 59.500.

Cadeira na Assembleia
Já os mesmos gastos dos concorrentes ao cargo de deputado estadual na Bahia somam R$ 113.583,03. E, segundo dados do TSE, o irmão de Marcelle Moraes, candidato ao pleito pelo PSDB, Macell Moraes, também lidera o ranking dos que mais pagaram pelo serviço nos últimos 30 dias.

Marcell pagou R$ 35 mil à mesma Adyen do Brasil Ltda., o que corresponde a 30,8% do montante destinado pelos concorrentes ao impulsionamento de conteúdo no Facebook. Ao todo, apenas 25 dos 643 optaram por este tipo de publicidade às vésperas das eleições.

Quase 100%
O atual governador Rui Costa (PT) e concorrente à reeleição no cargo foi o único que utilizou recursos para dar mais visibilidade às publicações na rede social. No últimos 30 dias, o petista gastou R$ 12 mil, contratando os serviços da empresa holandesa – a favorita na disputa eleitoral baiana.

Já entre os concorrentes ao Senado, o ex-presidente da Alba, Ângelo Coronel (PSD), dominou a lista de pagamentos para movimentar as publicações no Facebook. O aliado de Rui foi o responsável por gastar sozinho R$ 114.890 com o serviço, firmando contrato também com a Adyen.

Além de Coronel, apenas Celso Coelho, candidato pelo PRTB, teve esse tipo de gasto, dispondo R$ 500 nos últimos 30 dias. O valor de Coronel, portanto, corresponde a 99,6% dos recursos pagos por candidatos ao Senado.