terça-feira , novembro 20 2018
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Acervo da obra de Nelson Gonçalves é transformado em Memorial

Com mais de duas mil canções gravadas ao longo da sua trajetória de sucessos, a obra do cantor Nelson Gonçalves, um dos maiores intérpretes românticos do cancioneiro popular brasileiro, é transformada em memorial.

O Memorial Nelson Gonçalves, instalado no Centro Cultural Maestro Miro, administrado pela Fundação Egberto Costa, foi inaugurado na tarde desta sexta-feira, 31, com a presença do prefeito Colbert Martins Filho.

Todo o acervo foi garimpado durante mais de sessenta anos por Diógenes Carvalho Nunes, ex-funcionário do Clube de Campo Cajueiro, considerado pelo próprio artista, de quem se tornara amigo, o seu fã número 1.

Reunindo discos de vinil gravados a partir da década de 1940, DVDs, reportagens, filmes e fotografias,  acervo se encontrava exposto numa sala do Edifício Mandacaru.

Aos 82 anos, Diógenes Carvalho vê na instalação do Memorial Nelson Gonçalves a realização de um sonho, onde mais de mil discos da sua coleção passaram a ser disponibilizados ao público feirense.

Determinado a preservar a arte e a memória do ídolo, Diógenes dou todo este arquivo para o município, através de um documento firmado com a Procuradoria Geral do Município.

Missão cumprida

A paixão de Diógenes Carvalho (foto) pela obra e a vida de Nelson Gonçalves foi transformada no documentário “O Fã Número 1”, produzido e dirigido pelo jornalista Edson Borges (atual secretário de Cultura), exibido durante a inauguração do Memorial.

“Eu disse a Nelson, um dia em que ele me apresentar a sua filha Margareth, e disse que depois do pai dele, eu sou o seu fã número 1, que enquanto eu vivesse a sua voz não desapareceria. Agora, a minha palavra está mantida”, disse Diógenes.

Orgulho em receber esse acervo

O prefeito Colbert Martins Filho (foto) afirmou que “Feira de Santana se sente orgulhosa em receber este acervo, muito importância para o engrandecimento da nossa cultura”.

O ato contou com as presenças do presidente da Fundação Egberto Costa, Antônio Carlos Daltro Coelho, os secretários Edson Borges e Carlos Brito (Planejamento), admiradores, agitadores e produtores culturais.