domingo , dezembro 16 2018
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Afastar-se do local e respeitar o isolamento: dicas fundamentais em tragédias com fogos de artifício

Um incêndio motivado pela explosão de fogos de artifícios em casa de show mobilizou órgãos de socorro e segurança na manhã desta quarta-feira, 13, na Avenida Nóide Cerqueira. A tragédia que resultou em 100 vítimas com diferentes graus de queimadura fez parte de uma encenação com elementos bem próximos da realidade, tudo com o objetivo de treinar as instituições para socorrer o maior número de pessoas diante de um desastre.

A Policia Militar e a Guarda Municipal foram as primeiras equipes a adentrar ao cenário do incêndio fazendo o isolamento do local e afastando os curiosos, para que em seguida o Corpo de Bombeiros pudesse entrar em ação controlando o fogo e realizando a abordagem das vítimas até a área de triagem do Samu (Serviço de Atendimento Móvel e Urgência).

“Curiosidade” pode tornar qualquer pessoa uma vítima em potencial

“Diante de uma situação como essa a população deve acionar os órgãos através do 192, 193 ou 190, e afastar-se do local. O curioso pensa que não tem nada ali e se aproxima da área, sem saber do risco de mais alguma explosão, o que pode fazer dessa pessoa mais uma vítima em potencial. Então a orientação é afastar-se do local e respeitar o isolamento”, ressalta o Tenente Coronel do Corpo de Bombeiros, José Alberto.

SAMU utiliza triagem de classificação de risco

Para o atendimento das vítimas, o Samu utilizou o método START – triagem que preconiza a classificação de risco das pessoas acidentadas. Em lonas coloridas, nas cores verde, amarela, vermelha e preta, as vítimas foram separadas por gravidade.

“As vítimas na cor verde são as que conseguem andar e falar normalmente ao serem retiradas do local de incêndio; as amarelas possuem gravidade moderada e recebem tratamento ainda no cenário; as vermelhas são as mais graves que precisam de atendimentos específicos e procedimentos invasivos ainda no local do cenário para que não evoluam a óbito, e as pretas são as vítimas em óbito”, esclarece a coordenadora do SAMU, Maíza Macedo.