domingo , abril 23 2017
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Após assembleia, professores encerram greve em Feira de Santana

Os professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, decidiram encerrar a greve, após assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (6). As aulas serão retomadas na manhã de sexta (7). A informação foi confirmada ao G1 pelo sindicato da categoria.

Os docentes estavam com as atividades paradas desde o dia 15 de março, quando teve início uma mobilização nacional da categoria. A paralisação estava marcada para durar dez dias, e os professores retomariam as atividades no dia 27 do mesmo mês.

No entanto, em vez de voltarem para as salas de aula, os professores de Feira de Santana decidiram, no dia 27, deflagrar greve por tempo indeterminado. Com a paralisação, segundo a categoria, cerca de 46 mil alunos que estudam na rede municipal ficaram sem aulas.

Para o retorno, os professores aceitaram a proposta de reajuste oferecida pela prefeitura, na quarta-feira (5), de 7,64% dividido em duas parcelas, sendo a primeira a ser paga em abril, retroativa ao mês de janeiro, e o restante em julho. Outro ponto acordado foi a alteração de carga horária de 20 para 40 horas semanais para os professores que apresentaram solicitação.

A prefeitura informou, em nota divulgada em seu site oficial, que ainda manterá a gratificação de 15% sobre os salários dos professores de Ensino Fundamental I (1º ao 5º) e o parcelamento em três anos do mesmo incentivo aos demais professores, de Ensino Fundamental II.

“Os 15% da atividade complementar era o único ponto que ainda estava pendente, mas a categoria decidiu aceitar e as aulas serão retomadas já amanhã. Vamos fazer um calendario de reposição das aulas junto com a Secretaria de Educação e levar para ser aprovado pelo Conselho. É preciso haver resposição porque não houve cortes e, assim, precisamos garantir os 200 dias letivos”, destacou a diretora do sindicato dos professores de Feira de Santana, Marlede Oliveira. A prefeitura informou que o município passa a utilizar 95% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no pagamento dos professores.