domingo , julho 22 2018
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Após rejeitar condenação ex-militar ingere veneno em tribunal e morre

 

 

O ex-líder militar bósnio-croata morreu em um hospital de Haia depois de ter ingerido veneno na sala de audiência do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII) em Haia, informou a agência oficial croata Hina. Horas depois, a morte de Praljak foi confirmada pelo tribunal por meio de um comunicado.

Slobodan Praljak, 72 anos, afirmou que rejeitava a condenação de 20 anos e depois ingeriu diante das câmeras o conteúdo de um frasco que tirou do bolso. Seu advogado de defesa afirmou que se tratava de veneno.

“Tomei veneno”, gritou também Praljak, de 72 anos, perante o Tribunal, depois de escutar sua sentença.

O juiz, Carmel Agius, interrompeu imediatamente a sessão e na qual também estavam sendo julgados outros cinco ex-líderes políticos e militares croatas da Bósnia.

E entraram os serviços de emergências, em meio à estupefação na sala do tribunal.

O primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic, confirmou a morte de Pralijak após ela ter sido inicialmente noticiada pela TV estatal croata e ofereceu suas condolências à família. A polícia holandesa declarou o tribunal como “cena de crime”.

As autoridades holandesas iniciaram hoje “uma investigação independente” sobre a morte.

Os seis acusados já tinham sido condenados em primeira instância em 2013 por crimes na cidade de Mostar, onde os croatas da Bósnia e os muçulmanos lutaram entre 1993 e 1994, e a Corte confirmou hoje a sentença de todos eles.

Pralijak foi comandante do Estado-Maior das forças de Defesa croatas de Bósnia (HVO). Ele foi considerado culpado por ter sido informado de que fiéis muçulmanos estavam sendo detidos por soldados e levados para a cidade de Prozor no verão de 1993 e por não ter feito nada para impedir isso. Também não agiu ao saber que havia planos de matá-los, assim como por saber de ataques a membros de organizações internacionais e a locais no leste de Mostar, como mesquitas.

Quando o tribunal se dispunha a emitir sua última sentença antes do encerramento de suas atividades em dezembro, o réu gritou “Praljak não é um criminoso”.

“Rejeito seu veredicto”, declarou ele ao tribunal, que confirmou sua sentença de 20 anos de prisão. Em seguida, o réu sacou um frasco do bolso, tragando seu conteúdo diante das câmeras. Segundo seu advogado, ele “bebeu veneno”.