quinta-feira , dezembro 13 2018
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App ‘malcriado’ que responde com uso da AI choca pais e professores

 

Este é um ano que em vemos o uso cada vez mais intenso da inteligência artificial (ou artificial intelligence — AI) e da máquina de aprendizado, nos mais diversos serviços e apps. Um dos que têm se beneficiado dessa tecnologias é o SimSimi, da coreana homônima. O software existe desde 2002 mas agora é que tem se alastrado entre os adolescentes de escolas de diversos países. Até aí tudo bem, porém, as respostas distribuídas pelo robô digital, a partir de perguntas anônimas, têm abusado do teor ofensivo.

Bem, SimSimi basicamente utiliza a AI para acumular dados sobre questões, nomes e contextos dos jovens. Então, embaralha-os e emite de acordo com a frequência e as informações do usuários. Ele oferece a ilusão de você realmente poder conversar com outras pessoas, justamente pelo fato de aprender com as experiências anteriores.

inda que o programa ofereça inicialmente um filtro para diminuir a incidência de “palavras ruins” e seja indicado para jovens de 16 e 17 anos, todos sabemos que para quem usa a graça está em testar a boca-suja da AI — por isso, destilar xingamentos e palavras de cunho sexual explícito está entre as “funcionalidades” do app.

Além disso, é bem provável que seu dicionário venha acumulando muitos palavrões e comportamentos hostis, o que consequentemente também aparece nos vocabulários dos bots. E isso, claro, não é nada agradável. No YouTube, é fácil achar “vítimas” das malcriações do bichinho virtual amarelo: