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AVAMFS não participa da reunião de entidades do setor produtivo de Feira de Santana

Com 10 dias do movimento de caminhoneiros no Brasil, com profissionais do volante parados em bloqueios nas diversas estradas do país, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (MDB), reuniu nesta quarta-feira (30) no gabinete do gestor, dirigentes de entidades que representam o setor produtivo em Feira de Santana e estado. A cidade é cortada pelo maior entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste, com rodovias que enfrentam severos bloqueios como a BR-101 e a BR-116 Norte (no bairro Cidade Nova, há um ponto de retenção de caminhões).

O encontro serviu para que fossem debatidos os impactos deste movimento na economia local e como está afetando comércio, indústria e segmentos fortes na economia feirense, com a agropecuária, assim como os serviços municipais e a rotina na rede municipal de educação, já que 60% de toda a carga transportada no país percorre a malha rodoviária. No final foi redigida uma carta ao governo do Estado.

Apesar de diversas entidades participarem do encontro, a AVAMFS (Associação dos vendedores ambulantes de Feira de Santana) que administra o Feiraguay ficou de fora e não se fez presente, ainda não há informações se a entidade não foi convidada ou se a diretoria não fez questão de comparecer.

Mas, assim como todos os outros setores os ambulantes também foram prejudicados pela falta de transportes e combustíveis durante a paralisação dos caminhoneiros, causando um grande impacto na entrega e recebimento de mercadorias, ocasionando prejuízos e outras séria de consequências.

A AVANFS ainda não se pronunciou sobre a reunião e nem apresentou nenhum balanço dos impactos causados pela paralisação.

O Secretário Antonio Carlos Borges Junior disse a redação do Portal da Feira que a AVANFS ainda não faz parte do conselho municipal de desenvolvimento econômico de Feira de Santana, segundo o decreto de 2002, por este motivo não participou da reunião.

Segundo o prefeito Colbert Martins, os serviços na sede são realizados de forma emergencial e na zona rural estão suspensos. Na rede municipal de educação, apesar da sugestão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Feira) em suspender as aulas tanto na rede municipal, quanto estadual, as aulas foram mantidas. Segundo o gestor, há caminhões com merenda escolar retidos no bloqueio e a Procuradoria Municipal já entrou na justiça para que a frota fosse liberada, apesar de não ter obtido nenhum resultado da ação até o momento. “Esperamos concluir a semana com o máximo possível de evitar conflitos, é preciso que as estradas estejam desobstruídas. Estamos economizando o máximo possível para manter os serviços de emergência funcionando. Mas estamos tendo dificuldades no abastecimento de medicamentos que pode prejudicar a rede. Os estoques estão sendo mantidos nas escolas. Estamos utilizando outras vias. Estamos abastecendo as escolas pelas estradas vicinais. Está dentro na normalidade”, comentou.

 

Carta ao Governo do Estado da Bahia

 

Impacto e solicitações referentes a crise provocada pela greve nacional dos caminhoneiros no município de Feira de Santana
Excelentíssimo Senhor Governador
Rui Costa

Em razão do quadro de crise extrema enfrentada no município de Feira de Santana nos últimos dias, por conta do desabastecimento em todos os níveis causado pela greve nacional de caminhoneiros, nós, dirigentes de entidades de classes produtoras, subscritos neste documento, fomos convidados pelo senhor prefeito municipal, Colbert Martins Filho, nesta quarta-feira, dia 30 de maio de 2018, para uma reunião com o objetivo de compartilhar preocupações em virtude do cenário, reiteramos, de elevada gravidade, impactando na vida de todos os cidadãos em vista da escassez de matéria-prima para os mais diversos produtos, bem como de combustível, alimentos para pessoas e animais, e, até mesmo, insumos para a saúde.
Diante de situação considerada dramática, sob todos os aspectos, solicitamos, neste encontro, o apoio do Poder Executivo Municipal para o encaminhamento de soluções desta grande demanda, verdadeira ameaça que paira sobre os segmentos responsáveis por emprego e renda de milhares de cidadãos feirenses.

 

Da avaliação de todos os presentes, restou configurada uma conjuntura cujos reflexos comprometem profundamente, em escalas inimagináveis, toda a economia regional, com queda substancial na produção e ameaça do desaparecimento de postos de trabalho. Desta forma, os representantes das classes produtoras de Feira de Santana, abaixo assinados, solicitam do Governo do Estado da Bahia, com urgência, as seguintes medidas:
a) Manutenção das ações, já iniciadas, visando assegurar a lei e a ordem na cidade e nas principais vias de acesso aos demais estados confederados;

 

b) Mobilização de todos os meios disponíveis e previstos em lei com vistas a restabelecer o imediato abastecimento de gêneros alimentícios, matéria-prima, insumos farmacêuticos e combustíveis;

 

c) Garantia, aos caminhoneiros, do retorno às suas atividades normais, mediante manifestação livre e espontânea da categoria, através do uso das forças regulares de segurança pública.

 

d) Avaliação, pelo Governo do Estado, da possibilidade de readequação de prazos, bem como alternativas de parcelamento, de débitos fiscais, considerando que a crise está provocando uma severa redução de faturamento de todas as empresas, em todas as áreas, nesse conturbado momento.
Confiantes no empenho dos entes governamentais em relação as reivindicações para as soluções reclamadas neste conjunto de forças atuantes da nossa economia e da sociedade, subescrevemo-nos.

 

Colbert Martins da Silva – Prefeito de Feira de Santana
Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC)
Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS)
Federação das Indústrias da Bahia (FIEB)
Sindicato das Indústrias do Vestuário de Feira de Santana e Região (Sindivest)
Sindicato dos Produtores Rurais
Secretaria de Agricultura de Feira de Santana (SEAGRI)
Instituto Pensar Feira
Federação das Associações Comerciais do Estado da Bahia
Associação dos Comerciantes e Trabalhadores do Centro de Abastecimento (ACTECENTRO)
Universidade Estadual de Feira de Santana
Câmara dos Diretores Lojistas (CDL)
Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS)
Feira de Santana, 30 de maio de 2018

 

com informações do folha do estado