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CMPC promove ações especiais pelo Dia Nacional do Homem

Despertar a atenção da sociedade para a saúde do homem e seu bem estar social, emocional e físico. O conjunto de hábitos fazem parte da celebração pelo Dia Nacional do Homem, 15 de julho, comemorado na manhã de sexta-feira, 14, pelo Centro Municipal de Prevenção ao Câncer Romilda Maltez (CMPC).

A data é celebrada mundialmente desde 1999 por iniciativa do ativista e intelectual afro-caribenho, médico Jerome Teelucksingh (Ph.D. The University of the West Indies), com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A programação especial do CMDC buscou sensibilizar o público masculino e incentivá-los à prevenção e promoção da saúde.

Testes de glicemia, aferição de pressão, dinâmicas realizadas pela equipe de Enfermagem e por técnicos do centro, além de distribuição de brindes e serviço de corte de cabelo estiveram entre o leque de ações.

“Cheguei para fazer consulta com Drª Luciana Vital (médica urologista que atende no CMPC) e acabei ganhando um corte de cabelo. Toda vez que venho aqui me dou bem, né”, afirmou o aposentado Antônio Ribeiro dos Santos, sem esconder a surpresa e a alegria pelo ‘seu dia’.

Gilvan Brandão também aproveitou para ver como estava a pressão arterial e fez questão de revelar que foi a esposa a responsável por marcar a sua consulta no CMPC, através da Central de Regulação.

“O incentivo de minha esposa é importante pra que eu possa buscar cuidados pra minha saúde. Geralmente o homem é mesmo arredio e a ‘força’ dela [esposa] é bom demais”, afirma o atendente de portaria, que também ressaltou ter gostado da palestra proferida pela professora Doutora Yana Guimarães, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Na oportunidade, foram distribuídos folders informativos sobre prevenção a Hanseníase tomando-se cuidados com a alimentação para manter o sistema imunológico eficiente e a prática de atividades físicas.

“A falta de cuidados e determinantes sociais [Determinantes Sociais da Saúde – DSS] influenciam para a ocorrência de problemas de saúde e fatores de risco ao público masculino”, pontua a Doutora.

A docente, que também é servidora municipal de Planejamento e Projetos na área de Saúde, alertou cerca de 50 homens sobre as consequências pelo uso de bebidas alcoólicas associado ao tabaco, e a maior incidência da tuberculose em homens, doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões (tuberculose pulmonar), embora possa acometer outros órgãos e sistemas (tuberculose extrapulmonar).

Estudos mostram que a tuberculose está mais presente em homens pela maior exposição a fatores ou situações de risco, como o uso de álcool e fumo. Além disso, os homens acessam menos os serviços de saúde afastando do diagnóstico precoce da doença.

CA de próstata

Mantido pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana, através da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), o CMPC exerce papel fundamental na saúde pública do município com a realização de exames especializados para detecção e prevenção, tratamento, encaminhamentos e, principalmente, acompanhamentos de câncer de próstata.

“É importante realizarmos ações educativas com foco na conscientização e prevenção ao câncer, principalmente para fortalecer a consciência no homem para realização de exames”, ressalta Gilberte Lucas, presidente da FHFS.

Somente no primeiro semestre, o CMPC apurou 42 casos com diagnóstico para CA de próstata. Foram realizados mais de 1500 atendimentos, entre consultas e exames com urologista (503), oncologista (60), dermatologista (60), além de ultrassonografias de próstrata (234), de abdómen total (1251) e do aparelho urinário (48) e biópsias de próstata (112).

No Brasil, a doença é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens, com taxa de incidência maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, pois cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.