quarta-feira , novembro 21 2018
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Contagem regressiva para o Festival de Jazz do Capão

Faltam poucos dias para o jazz se transformar na trilha sonora oficial da Vila do Capão, distrito de Caeté-Açú, localizado no município de Palmeiras, a 440 km de Salvador. Durante dois dias, 21 e 22 de setembro, oito atrações da Bahia, do Brasil e do exterior fazem shows, sempre a partir das 20h, no Festival de Jazz do Capão. O público também pode conferir workshops com alguns dos artistas que participam das apresentações. Toda a programação do evento, que chega a sua 7ª edição, é gratuita. O projeto conta com o apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. A realização é da Cambuí Produções e a produção da Gil e Canella Produções.

Em contagem regressiva, os artistas já anunciaram um pouco do que pretendem apresentar ao público no evento, que costuma lotar as pousadas e campings do Vale do Capão. O primeiro a subir ao palco, no dia 21, será Stefano Cortese, com seu Trio e convidados, que já é veterano, mas não esconde a expectativa em relação aos espetáculos: “Viverei, mais uma vez, uma dupla emoção: de um lado, como cidadão do Capão, onde moro há 10 anos, e de outro como músico”, resumiu o artista, que pretende apresentar um repertório de músicas autorais, com influências do jazz, da música do mediterrâneo e da música brasileira, além de homenagear compositores brasileiros em seus solos de piano.

A segunda atração, o guitarrista, violonista, arranjador, compositor e produtor baiano Paulo Mutti, tem um motivo extra para desejar que o Festival chegue logo. É que o artista vai aproveitar a ocasião para lançar seu primeiro disco. “Não vejo a hora de estar neste lugar mágico, na companhia de grandes amigos, de pôr os pés no palco, partilhar e receber energia boa do público mais que especial que acompanha com carinho o Festival”, destacou. Além de sucessos do seu primeiro disco, o artista fará releituras de sucessos da Música Popular Brasileira (MPB) em formato de Trio, juntamente com Alexandre Vieira (Baixo Acústico) e Ivan Huol (Bateria). “Contarei especialmente com a participação mais que especial de Rowney Scott no Sax Tenor. Juntos, viveremos a música em sua plenitude”, completou.

Para o baixista Filipe Moreno, que se apresentará ao lado do guitarrista Tarcísio Santos, a expectativa também é a melhor possível. “Recebi excelentes referências sobre o Festival. Conheço a Chapada, mas o Capão ainda não. Sei que o lugar é renovador e repleto de bons fluidos”, comentou o artista que prometeu tocar composições autorais, regionais e populares que fazem parte da trajetória musical dos dois artistas. Filipe e Tarcísio são amigos e parceiros musicais de longa data. Juntos no Festival, eles farão a releitura “surpresa” de uma canção bastante conhecida.

No encerramento da primeira noite do Festival, o Conexão Berlin, da Alemanha, apresenta uma mistura de composições próprias com clássicos da música instrumental brasileira, a exemplo de “Pipoca”, de Hermeto Pascoal, e de “Rio Amazonas”, de Dori Caymmi. De acordo com o percussionista líder da banda, Andreas Weiser, trazer o grupo para se apresentar no Brasil pela primeira vez é a realização de um sonho. “E o Festival de Jazz do Capão é o momento perfeito para começar essa viagem artística, pois é no sertão baiano que mora a alma brasileira”, frisou. Formado por experientes músicos da cena jazzística da capital alemã, o grupo tem fortes conexões com a música latina e a música instrumental brasileira.