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Conterrânea e devota de Santo Antônio, Maria de Lourdes é presença certa na Festa dos Romeiros


Na manhã deste domingo, 10, em direção aos céus, fogos de artifício e mãos erguidas. Tudo em homenagem a Santo Antônio, também conhecido como Antônio de Lisboa, durante a Festa dos Romeiros, realizada na Igreja dos Capuchinhos. Dona Maria de Lourdes, 70 anos, natural da capital portuguesa, mas residente em Feira de Santana, foi uma dentre os milhares de fieis presentes.

“Sempre participei da procissão. Hoje, com a idade, eu prefiro ficar aqui, mas não deixo de vir”, afirma. Ela conta que sua identificação com Santo Antônio se dá por conta de sua humildade. “Ele é o pai de todos que precisam. De todos aqueles que se reconhecem humildes”. Dona Maria já participou de missa celebrada ao Santo até mesmo em sua terra natal.

Seus três filhos, todos motoristas, vivem em Lisboa, e após o falecimento de seu marido, ela passou a visitá-los com mais frequência. Estando lá, não pôde deixar de demonstrar sua fé a Antônio de Lisboa. Passa dois anos na capital portuguesa e outros dois em Feira de Santana. Quando ela não está lá, fica tranqüila. Os filhos não poderiam estar mais bem guardados do que na casa de seu protetor. “Deixo eles nas mãos de Deus, Nossa Senhora de Fátima e Dele”, finaliza.

Comemoração faz parte da Trezena de Santo Antônio

A Festa dos Romeiros foi celebrada com a realização de uma missa logo cedo. Em seguida, deu-se início à procissão que percorreu diversas ruas do município, até retornarem à Igreja, para celebração de mais uma missa. No total, três missas foram realizadas no dia. As comemorações estão inseridas na Trezena de Santo Antônio, que encontra seu fim no próximo dia 13 de junho.

História de Santo Antônio
O nome original de Santo Antônio era Fernando de Bulhões. Ele nasceu em 1195, em Lisboa, numa família nobre e rica. Educado em Coimbra, tornou-se membro da Ordem de Santo Agostinho e foi ordenado sacerdote aos 25 anos. Nesse tempo, a fama de Francisco de Assis já percorria Portugal.

Em 1220, a chegada a Coimbra das relíquias de cinco mártires franciscanos mortos no Marrocos levou o jovem a entrar para a ordem dos franciscanos. Ele adotou o nome de Antônio e partiu para o Marrocos. Contudo, mal chegou ao país, ficou doente e teve que retornar a Europa.

Desejoso de conhecer Francisco de Assis foi à Itália. Depois do encontro, foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha e com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antônio aceitou o cargo, mas nele não permaneceu, pois sua vontade era pregar pelas vilas e cidades, atendendo aos necessitados. Assim percorreu várias regiões da Itália e do sul da França.

Antônio morreu em 13 de junho de 1231, nos arredores de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali foi sepultado numa basílica que se tornou lugar de peregrinação. Ele foi canonizado no ano seguinte pelo papa Gregório IX.