terça-feira , junho 27 2017
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Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme terá programação do Centro de Referência

O Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme vai promover na próxima segunda-feira, 19, a partir das 8h, uma programação em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme com passeio de trenzinho para as crianças assistidas, saindo do Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.

Esta é uma maneira de chamar a atenção da sociedade para essa patologia. Já nos dias 20 e 27, haverá uma ação de coleta de amostra de sangue, no distrito de Jaíba, para detecção precoce da doença.

A anemia falciforme, que antes era caracterizada como uma doença mais presente nas pessoas negras, passou a atingir a população de modo geral. “Isso é devido à miscigenação”, afirma a coordenadora do centro de referência, Luciana Brito.

Esta é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) e não tem cura. Caracteriza-se pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia.

Os principais sintomas são: anemia com icterícia (olhos amarelados), dores ósseas e articulares, atraso no crescimento e desenvolvimento infantil, inchaço e dor nos punhos, tornozelos, dedos e risco maior de contrair infecções.

Segundo dados, a Bahia é o estado que mais tem doentes falcêmicos. Estima-se para cada grupo de 650 nascidos vivos, um tem a enfermidade. E para cada 17 nascidos vivos, um tem o traço da doença, que pode ser diagnosticada pelo Teste do Pezinho e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina.

SERVIÇO DE PONTA

A doença pode ser diagnosticada pelo Teste do Pezinho e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina. Feira de Santana é o único município baiano que atualmente oferece o exame de Doppler Transcraniano aos pacientes com anemia falciforme.

Através do exame é possível avaliar o fluxo sanguíneo em crianças e adolescentes que possuem a doença, prevenindo contra um acidente vascular cerebral (AVC) – o risco de uma criança com a doença vir a sofrer um AVC é 300 vezes maior do que para uma que não apresenta este problema de saúde.

O centro de referência funciona no Centro Social Urbano (CSU), funciona de segunda a sexta-feira, e é mantido apenas pelo município, através da Secretaria de Saúde, sem contrapartida estadual, federal ou de outros municípios. Conta com vários profissionais: hematologista, neuropediatra, clínico, nutricionista, equipe de enfermagem, serviço social e fisioterapeuta.