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Especialistas explicam como estar seguro na compra de um carro seminovo ou usado

Segundo a Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos), a venda de veículos novos no Brasil cresceu 7,6% em julho ante junho deste ano, para 217,5 mil unidades. Este aumento impacta diretamente na compra e venda de veículos seminovos e usados. Mas é necessário que o consumidor esteja atento, pois ao mesmo tempo em que o segmento cresce, golpistas e pessoas de má fé acabam tentando se aproveitar aplicando golpes.

“A compra e venda de automóveis novos e seminovos precisa de uma atenção especial e além do laudo de vistoria veicular para transferência, que é obrigatória, é de extrema importância e indicado que o consumidor realize também a vistoria cautelar, garantia de procedência do veículo”, explica Beto Reis, diretor da Super Visão, rede de vistorias automotivas.

Prevista no Código de Trânsito Brasileiro, a vistoria para transferência ocorre para garantir ao comprador a segurança de que está adquirindo um veículo que não tenha sofrido adulterações, nela é verificada toda documentação e também alterada para que o registro seja feito em nome do novo proprietário.

Já a vistoria cautelar, outro serviço imprescindível para não cair em golpes e truques, ajuda ainda mais a avaliar o carro e sua procedência. Através dela é possível fazer o levantamento completo da vida de veículo e além de indicar sinistros e se o carro sofreu danos significativos em sua estrutura, identifica restrições que impedem sua regularização, aponta para o histórico de furtos ou roubos e se o carro é oriundo de leilão. Além de identificar os principais pontos estruturais do veículo, evita que o condutor adquira um bem que possa colocar ele e demais ocupantes em risco.

São inúmeras as vantagens da vistoria cautelar para quem está adquirindo um carro seminovo ou usado, uma vez que valoriza o automóvel e faz juízo ao seu valor. O serviço verifica os documentos do carro, histórico financeiro, pendências jurídicas e funciona de maneira preventiva.

Através da vistoria cautelar são verificados pontos estruturais, os de identificação e itens de segurança. Chassi, motor, câmbio, vidros e etiquetas de identificação, são avaliados. Reparos nas longarinas dianteiras e traseiras, painel dash, dianteiro, traseiro, colunas e em demais peças, também podem acabar desvalorizando um automóvel e são identificados com a contratação do serviço.

Além disso, uma pesquisa junto aos órgãos oficiais é realizada para verificar o histórico do veículo e eventuais sinistros, leilões, entre outros, fazendo com que veículos sem condição de rodagem ou adulterados não continuem na rua, contribuindo para a segurança dos ocupantes e do trânsito em geral.

Segundo Beto Reis, é o comprador quem sempre deve solicitar a vistoria para empresas especializadas e checar a autenticidade de um laudo que seja apresentado para ele.

“A vistoria cautelar é o certificado de procedência, que ajuda inclusive o próprio vendedor a realizar um bom negócio, uma vez que valoriza o pós-venda do carro”, finaliza Beto. O serviço, também isenta o vendedor ou a loja de quaisquer modificações ou adulterações realizadas posteriormente à realização da vistoria.