terça-feira , novembro 21 2017
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Jogo ‘Baleia Azul’ espalha pânico entre famílias e jovens

Supostamente criado na Rússia em 2015 por anônimos, o jogo Baleia Azul despertou na última semana curiosidade e pânico entre pais e filhos no Brasil.

De acordo com notícias que emplacaram na imprensa nacional, já classificadas em alguns meios como “fake news” (boatos disseminados na internet), a dinâmica consiste em obedecer a 50 regras impostas por um “curador” (quem dita as ordens no jogo), que, entre pedidos para causar dor e ódio, vence quem cumprir o último item, o suicídio.

Verdadeiro ou falso, o jogo reacende o alerta – e a urgente necessidade de ajuda – para diversos assuntos que afligem crianças e adolescentes, como bullying, depressão e suicídio, e também para como pais e educadores devem reavaliar os seus respectivos papéis na assistência, seja em casa ou na escola.

Os perigos do Baleia Azul são reais, já afetaram jovens brasileiros, e a notícia da prática sensibilizou pais, educadores, profissionais da saúde e entidades que trabalham com o bem-estar social. E existe um senso comum de que a sociedade precisa promover orientações para frear o impacto do conteúdo e as más referências de convivência sugeridas pelo jogo.

O professor de geografia José Antônio Fermozelli, que atua tanto na rede de ensino pública quanto na particular da cidade de São Paulo, conta que o jogo é assunto entre crianças e adolescentes da escola privada e ainda não chegou aos alunos da unidade estadual, ao menos nas classes onde leciona. “Na particular, eles comentam entre si sobre o Baleia Azul, às vezes entre risos, às vezes com seriedade, mas logo param de comentar quando um professor se aproxima”, revela Fermozelli.