quarta-feira , agosto 15 2018
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Luan Santana fala sobre a solidão pós-show

O ano que denomina o álbum é conhecido por ser o da criação do “Dia Internacional da Mulher” pela ONU, e foi a inspiração tanto para o título quanto para o conceito do show do sertanejo, planejado justamente como uma forma de celebração às mulheres. Diversas famosas da música gravaram com ele esse trabalho, como Sandy e Marília Mendonça. “No show em Biguaçu a gente vai procurar ser o mais fiel possível à atmosfera do DVD, com a ideia de galpão de uma fábrica dos anos 1970 como parte cênica. No repertório, temos músicas, como “Acordando o prédio” e “Acertou a mão” que o público adora”, coloca Luana.

O espetáculo conta com uma área exclusiva para as fãs ficarem próximas ao ídolo, localizado na parte interna da passarela de 360º do cantor. Recentemente, Luan Santana foi indicado ao Grammy Latino de 2018, na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja pelo trabalho “1977”.

 – Com shows nos EUA e outros marcados para a Europa, quando vc viu que era a hora de investir numa divulgação internacional?  

Luan – Tenho o sonho de mostrar meu trabalho no exterior. Começando por algumas praças como Miami e México, mas com cautela e o mesmo cuidado que tracei a minha carreira aqui no Brasil. Tudo no seu tempo e sem me afastar do público que me consagrou. 
Não quero me sentir na obrigação de cantar em inglês e/ou espanhol para mostrar o meu trabalho ao mundo, mas também posso cantar para que nos ouçam. Eu quero que o mundo nos veja pelo que de tão lindo temos: a nossa música, a nossa democracia musical. O gênero, de onde bebi da fonte, que é o sertanejo, tem este dom de se unir – em perfeita harmonia- com tantos estilos como o axé, o funk e tantos outros.
Acredito que Tom Jobim fez a Bossa Nova ganhar o mundo com o nosso sotaque e a sua talentosa arte. Roberto Carlos é mundo, é internacional, com o seu romantismo em português. Emoção, emoções e emoções… não tem fronteiras e, sem parecer pretensioso, eu quero que o meu canto ecoe com a mesma força com que este Brasil abraça tantos povos e línguas.  

 – Acredita que a visibilidade de artistas como Anitta no exterior contribuem para que outros brasileiros sejam melhor recebidos fora?  

Luan – Sim, claro. A Anitta é uma menina mulher, muito poderosa, com seu sorriso largo e verdadeiro é uma porta para o mundo, que te espera de braços abertos. 

 – Com 10 anos de carreira, o que você acredita que mais mudou na sua vida nesse período? 

Luan – Eu amadureci. Hoje sou um homem na imagem e no som. E é óbvio, natural, mesmo, que o trabalho siga a minha realidade, minha identidade. Mas com a essência de sempre, que é a mesma, a do romantismo. Comecei aos 17 e estou sempre me reciclando. 

 – Do que sente falta?  

Luan – Para ser sincero, estou sempre rodeado de amigos, de família, de público.  Mas há momentos de solidão, pode ter certeza, todo mundo tem. A rotina é puxada, muitos shows, compromissos. Cada hora estou em um lugar, cruzando os ares, as estradas, em hotéis diferentes; aliás, a pior solidão é aquela do quarto de hotel. Você sai do meio de uma multidão, de uma adrenalina fora de série, que é mexer com emoção, de lidar com a troca de energia entre você e o seu público e, de repente, se depara entre quatro paredes. Entre quatro paredes de um canto que não é seu. Não é a sua casa, não é o seu lugar, não tem o seu jeito. 

 – “Acordando o prédio” é uma de suas músicas com mais visualizações no Youtube e também a mais tocada em 2017. Essa já está entre suas músicas que mais marcaram a carreira? Conta um pouco pra gente sobre esse sucesso.

Luan – Sim, já esta! Eu estou realizado  com a repercussão de “Acordando o Prédio”. Foi incrível a música se classificar como a mais tocada no Brasil em 2017. A letra é ousada, mas primamos em fazer um clipe que misturasse humor para que não explorasse o apelo sexual. Sem falar que gravar em Cuba, “pedindo emprestado” aquela alegria do povo e o colorido da Ilha foi inesquecível e muito prazeroso. Eu gostei muito do resultado e quero continuar acordando muitos prédios com o sucesso desta música.