quinta-feira , dezembro 13 2018
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Mãe desabafa sobre depressão da filha após sofrer bullying em escola

 

Uma adolescente de 15 anos está com depressão e traumas, após sofrer bullying de uma colega que tem 16 anos e estuda na mesma escola que ela, no bairro Novo Horizonte, em Feira de Santana. A mãe da adolescente vítima de bullying, a dona de casa Maria José Pereira, informou que a situação já ocorre há quatro anos.

“A primeira vez foi na volta da escola. Ela começou a agredir a minha filha, a bater e chamar para briga, além de ameaçar dizendo que a partir daquele dia a vida da minha filha ia se tornar um inferno, o que realmente está acontecendo, pois não tivemos mais paz e sossego. São muitas ofensas e agressões. Às vezes, minha filha chega em casa chorando e teve um período em que ela se tornou agressiva em casa, sempre chegando muito nervosa, além de passar horas chorando”, relatou.

A mãe da jovem disse que no início ela não percebia a gravidade da situação, o que só aconteceu quando a filha entrou em depressão e parou de se alimentar, além de não dormir direito, ficar muita nervosa em diversas situações do dia a dia e mudar de humor com facilidade.

A diretora da escola Otaviano Campos, a professora Sarah Silva, explicou as providências adotadas sobre esse caso. Ela destacou que a situação é muito desagradável e que o bullying ocorre em todas as escolas. No caso específico, a professora informou que a escola construiu um projeto com a secretaria de Educação, juntamente com o Cras, além de pedir auxílio da Ronda Escolar.

“É um projeto tanto de formação quanto de prevenção aos vários casos de bullying que a gente tem na escola. No caso específico, olhamos os dois lados, não só a vítima como também a agressora, que de qualquer forma é vítima de um contexto social. Então a primeira atitude foi encaminhar a vítima para o Cras, ela já está sendo atendida por um psicólogo. Na escola, estamos desenvolvendo esse projeto para abordar as consequências de quem usa desse tipo de ato”, afirmou.

De acordo com a psicóloga Fabiana Cardeal, para que o bullying aconteça, precisa haver um contexto, tendo um agressor, um agredido e uma plateia. De acordo com ela, o bullying só é caracterizado com esses três agentes, sendo que a violência pode ser psicológica, verbal com xingamentos, comportamentos hostis, rotulação, sempre afetando a autoestima do sujeito. Fabiana Cardeal destacou ainda que todos os envolvidos na situação do bullying precisam de uma orientação psicológica, um acompanhamento familiar e algumas pessoas precisam de atendimento psiquiátrico.

“Todos os envolvidos no contexto do bullying estão adoecidos. Às vezes, as pessoas pensam que o agressor não é adoecido, mas, por vezes, ele também já passou por alguma situação assim, ou até mesmo tem uma baixa autoestima e encara o outro como realmente alguém que ele tem que tratar de maneira agressiva. As pessoas que fazem parte da plateia também precisam ser orientadas para que possam ajudar”, explicou.