sexta-feira , dezembro 15 2017
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Perguntas e respostas sobre doação de órgãos

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, atualmente no Brasil há mais de 62 mil pessoas à espera de um órgão ou tecido. Informações adequadas a respeito do assunto podem fazer a fila andar

1. É permitido doar órgãos e tecidos ainda em vida?
Sim. Mas o processo é limitado a algumas partes do corpo e desde que a retirada total ou parcial não impeça o funcionamento do organismo do doador. Entre os órgãos permitidos estão rins, parte do fígado, do pâncreas e do pulmão. Entre os tecidos, parte da medula óssea e da pele.

Qualquer pessoa, maior de 21 anos, pode doar seus órgãos, com a condição de não ser portadora de doenças transmissíveis (como Aids e hepatite B), de infecções graves e de câncer generalizado.

2. Pode-se escolher o receptor?
Depende. Se a doação for em vida, o indivíduo conta com essa opção, dentro das especificações determinadas por lei – por exemplo, ela pode ser dirigida ao cônjuge e parentes até quarto grau. Para doar a outras pessoas sem nenhum parentesco se faz necessária uma autorização judicial.

Após a morte, no entanto, a escolha fica a critério de uma entidade responsável – a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, administrada pelo governo através do Sistema Único de Saúde (SUS) -, que indicará um receptor da lista de espera. Esta é única e abrange todo o país.

Os nomes dos pacientes que necessitam ser transplantados são enviados por seus respectivos médicos responsáveis, via hospital. As informações ficam armazenadas em um banco de dados a fim de agilizar o processo de identificação. A decisão na hora da doação respeita a ordem de espera, mas leva em conta, necessariamente, a compatibilidade entre doador e receptor. Isso significa que o número um da fila pode não ser o próximo a receber o órgão.

3. Como se avalia a compatibilidade?
O primeiro passo é analisar o tipo sangüíneo (fatores ABO e Rh) de doador e receptor. É importante ainda que ambos submetam-se ao exame que identifica a semelhança no sistema genético, o HLA (Antígenos Leucocitários Humanos – cuja sigla vem da abreviação do termo em inglês), que verifica se os tecidos são imunologicamente adequados, diminuindo assim o risco de rejeição pelo organismo.
Tudo isso sob acompanhamento médico. O receptor ainda deve estar em boas condições de saúde para garantir o sucesso da cirurgia.