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Rui Costa é reeleito governador da Bahia com 75,50% dos votos

O governador Rui Costa (PT) foi reeleito neste domingo, 7, no primeiro turno das eleições 2018, para mais quatro anos à frente do Governo da Bahia. O petista obteve 75,50% dos votos válidos, contra 22,26% do segundo colocado, o candidato Zé Ronaldo (DEM).

A confirmação do resultado foi feita por volta das 21h30, quando 89,5% das urnas no estado haviam sido apuradas. Com a vitória, Rui Costa segue o caminho do antecessor, o também petista Jaques Wagner, que venceu duas eleições no primeiro turno, ocupando o posto de governador entre 2007 e 2015.

Em coletiva no Rio Vermelho, o governador agradeceu aos eleitores pela conquista. “Teremos um governo que não será de um partido, mas para todos os brasileiros e por todas as forças políticas que possamos reunir para desenvolver novos pilares. Longo crescimento ao nosso país. Que Deus nos abençoe e muito obrigado a esse povo maravilhoso da Bahia. Eu não tenho palavras para agradecer, a emoção é muito grande”, disse o petista.

Durante o discurso, Rui Costa também aproveitou o momento para falar dos pais e da criação que teve. “Quero dedicar essa vitória a Deus, ao povo da Bahia e aos meus pais, onde eles estiverem. Essa vitória é para vocês dois, que formaram todos os meus valores de vida e me fizeram chegar até aqui. Onde vocês estiverem, ao lado de Deus, acho que estarão muito orgulhosos ao ver alguém que nasceu na favela e passou por muitas dificuldades receber hoje esse carinho e essa votação histórica na Bahia. E nós havemos de devolver isso com muito trabalho, com mais ‘correria’ e mais dedicação”.

Segundo o cientista político e professor Cláudio André de Souza, a reeleição de Rui Costa já no primeiro turno – e com certa folga em relação aos demais candidatos – foi o resultado de três fatores percebidos durante o primeiro mandato como governador.

“Primeiro, é um governo muito bem avaliado, que conseguiu alocar políticas públicas e recursos em áreas que passaram a ser governadas pela oposição a partir de 2013, como Camaçari, Candeias e também em Salvador, governada por ACM Neto. O segundo ponto é que ele conseguiu estabilizar uma aliança política que tem muita força no eleitorado do centrão baiano, com o PP, PR e PSD. Além disto, há também a questão federal, que impulsionou essa vinculação dele a uma parte do eleitorado”, ressalta.

Com a reeleição, Rui terá de enfrentar desafios em três grandes áreas, como aponta o especialista: emprego e renda, visto que Salvador e região metropolitana possuíam cerca de 513 mil desempregados, segundo o último levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI); segurança pública, que também é uma questão nacional; e educação, que tem sido uma das principais preocupações, com base nos últimos dados divulgados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Segundo Cláudio de Souza, a tendência é que, para o segundo mandato, o governador mantenha a estratégia de investir em áreas do estado governadas pela oposição. Além disto, o resultado das eleições em âmbito federal também vai impactar diretamente na distribuição dos recursos e na articulação política de Rui com os aliados do centrão, que pode ser modificada de acordo com a eleição do novo presidente.

“Algo que também fica em aberto é a situação do senador Otto Alencar, como ele tem se preparado como uma liderança política neste cenário e se colocará no governo para construir a sucessão de Rui Costa. Ele vai construir as estratégias de acordo com este horizonte, que pode vir a ser uma eleição em 2022”, destaca o cientista político.