sábado , maio 27 2017
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Secretário de Estado dos EUA defende cooperação da Europa na crise da Venezuela

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou nesta quarta-feira (3) que confia na cooperação com países da Europa para “conseguir avanços” na gestão da crise política da Venezuela e afirmou que está preocupado com as “redes terroristas” que começam a aparecer na América do Sul. As informações são da agência EFE.

Em um discurso aos funcionários do Departamento de Estado, Tillerson se mostrou particularmente preocupado com os “problemas de governo” na Venezuela. “Certamente todos os senhores estão acompanhando a situação naquele país, uma verdadeira tragédia. Mas confiamos em que, trabalhando com outros, inclusive com intervenções da Europa, poderemos conseguir alguns avanços na Venezuela”, afirmou.

O Departamento de Estado dos EUA expressou ontem sua “profunda preocupação” pela intenção do venezuelano, Nicolás Maduro, de convocar uma Assembleia Constituinte e advertiu de que poderia estudar novas sanções a funcionários do país por causa desse “passo atrás”. Hoje, Tillerson não falou especificamente sobre as possíveis mudanças na Constituição venezuelana e se limitou a descrever a política geral dos Estados Unidos para a América Latina como um todo.

Estratégia para a América Latina

“Estamos tentando desenvolver uma estratégia que pense a América do Sul em seu conjunto e sua relação com a América Central, Cuba e o Caribe. Existem alguns problemas de financiamento de terrorismo, algumas redes terroristas que estão começando emergir em algumas partes da América do Sul e têm nossa atenção”, acrescentou Tillerson, sem dar mais detalhes.

Ele garantiu que, como fará com todos os continentes, o governo de Trump quer “olhar para a região como um conjunto, porque tudo está interconectado”, e uma vez que tenha a estratégia definida, começará a desenvolver uma tática “país por país”.

Em pouco mais de 100 dias de gestão, Trump ainda não definiu uma estratégia clara para a América Latina. Até o momento, ele teve apenas conversas sobre comércio e imigração com o governo do México, um encontro com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e uma reiterada linha dura no tocante à Venezuela.