quarta-feira , junho 20 2018
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Sistema FAEB comemora crescimento da agropecuária baiana

O Produto Interno Bruto (PIB) baiano encerrou o ano de 2017 com alta de 0,4% puxada novamente pelo crescimento da agropecuária, que foi de 15,1%. De acordo com Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a safra de grãos teve crescimento de 40,7% no estado e foi determinante para o bom desempenho do Agro: soja (57,7%), feijão (84,8%), café (41,1%).

 O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Humberto Miranda, explica os fatores que contribuíram para o bom desempenho do Agro em 2017. “Tivemos chuvas bem distribuídas pelo estado da Bahia, o que facilitou muito os bons resultados do setor, em virtude de nossa produção, principalmente de grãos, ser grande parte de sequeiro, além de outras culturas, como o café por exemplo, que também tiveram bom desempenho. É importante registrar que nada disso acontece sem a participação decisiva do produtor rural, que é determinante para que o setor continue cada vez mais competitivo e produtivo”.

 O presidente da FAEB enfatizou ainda que as expectativas para as próximas safras são positivas. “Tenho a certeza de que em 2018 os números Agro também serão expressivos, com o mesmo empenho do produtor rural, o comprometimento e a responsabilidade do Sistema FAEB/SENAR e com as chuvas se mantendo no estado. Isso, sem dúvida, se refletirá na melhora da condição de vida do povo baiano, na economia do estado e será mais uma contribuição da agropecuária para a Bahia, que nos últimos anos vem puxando a economia do estado”.

 Desempenho de outros setores

O setor industrial registrou queda em todas as quatro atividades que compõem o setor. As maiores retrações foram observadas na Extrativa (-11,0%) e Eletricidade e água (-7,5%). A atividade da construção civil também sentiu os efeitos macroeconômicos da economia nacional e retraiu 2,9%.

 O setor de serviços registrou alta de 0,7%, com as maiores variações positivas nos segmentos de comércio (2,8%) e atividades imobiliárias (1,2%). A expansão desse setor é reflexo da queda na taxa de juros, do aumento do consumo das famílias, aumento da massa de rendimentos e do resgate do FGTS por parte da população.