domingo , julho 22 2018
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Trabalhadores do Santander fazem paralisação de advertência em Feira de Santana

 

Os trabalhadores do Banco Santander paralisaram as atividades nesta quarta-feira (20), em todo o Brasil, em protesto contra a perda de direitos da categoria. Em Feira de Santana, as quatro agências do banco aderiram ao movimento.

De acordo com Sandra Freitas, presidente do Sindicato dos Bancários na cidade, hoje é o Dia Nacional de Luta do banco Santander, pelos “ataques que o banco vem proferindo contra os funcionários”, com demissões em massa.

“Em pouco mais de um mês, mais de 200 empregados já foram postos pra fora, dentre eles diversos funcionários que estão em tratamento de saúde. Eles estão querendo implementar a Reforma Trabalhista com o banco de horas, que só pode vigorar se tiver em acordo com o movimento sindical e constar na convenção coletiva. Mudando datas de pagamentos de salários, querendo implementar fracionamento das férias, sem nenhum tipo de negociação com os empregados e, por fim, o sucateamento do plano de saúde, que o banco mudou de maneira absurda e aumentou a coparticipação, mas não vem credenciando médicos e clínicas para atendimento”, informou Sandra Freitas sobre da pauta de reivindicações.
De acordo com ela, a luta é também pela melhoria do atendimento, uma vez que o número de demissões tem piorado o aumento da demanda.

Reforma Trabalhista

A dirigente sindical protestou também contra as novas regras da Reforma Trabalhista, que, segundo ela, veio para retirar os direitos dos trabalhadores. Conforme Sandra Freitas, os bancários recebem hoje pouco mais de R$ 1.600 e benefícios, que estão sendo ameaçados pela nova lei.

“O salário do bancário pode ser reduzido a um salário mínimo. Nossa jornada de seis horas, podemos perder, assim como tickets, planos de saúde, e outras questões da categoria bancária que nós conquistamos com muita luta. Essa reforma veio para acabar com os direitos dos trabalhadores e com os sindicatos, que são as organizações que podem fazer o contraponto, pois o trabalhador sozinho não vai pode negociar com sua empresa. Nós sindicalistas temos uma responsabilidade muito grande e lutamos por uma categoria inteira, pelos trabalhadores de modo geral”, declarou.