sexta-feira , dezembro 14 2018
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Uber teve 57 milhões de dados de passageiros roubados

 

Dados pessoais de cerca de 57 milhões de usuários e motoristas do Uber foram vazados em 2016. A empresa comunicou o ocorrido nessa terça-feira (21) por meio de uma postagem de seu CEO, Dara Khosrowshahi. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o aplicativo de transporte teria pago US$ 100 mil (cerca de R$ 330 mil) para manter o caso em segredo.

Na postagem, Khosrowshahi explica que duas pessoas de fora da empresa tiveram acesso a dados de usuários hospedados em servidores contratados pelo Uber. O executivo ainda afirmou que os nomes e números de carteira de motorista de 600 mil motoristas dos EUA também foram revelados.

Os hackers ganharam acesso aos dados por meio do GitHub, um serviço que permite que programadores colaborem na criação de códigos. Usando essa plataforma, os criminosos roubaram senhas do Uber para um serviço de hospedagem na nuvem onde eles puderam baixar os dados de passageiros e motoristas.

Após o vazamento dos dados e o pagamento dos hackers, o Uber demitiu seu chefe de segurança Joe Sullivan e um de seus assessores, Craig Clark, pela forma como responderam ao problema.

Khosrowshahi substituiu o co-fundador do aplicativo Travis Kalanick em agosto. Na época, Kalanick foi criticado por promover uma cultura sexista e pela quebra de regras na companhia. Outra controvérsia envolveu um vídeo no qual o criador do app repreendia um motorista do Uber que se queixou da queda de salários na plataforma.

O atual presidente-executivo do app afirma que revelou a situação por conta de seu compromisso de criar uma empresa transparente com seus funcionários e usuários.