domingo , junho 16 2019
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Eleições municipais em Feira de Santana prometem abalar as estruturas

Depois da balbúrdia que foram as eleições 2018, as eleições municipais prometem abalar as estruturas. Agora com lei sancionada, nada de coligações. Com essa novidade, o caldeirão político em Feira de Santana fervilha.

Com José Ronaldo saindo do comando após 2 mandatos, há interrogações. É sabido que ele tem uma força que atrai muitos eleitores. Afinal fez Tarcízio Pimenta ganhar, o qual teve um mandato desastroso, onde em prosseguimento das eleições subsequentes ficou em último lugar nas apurações.

Roberto Tourinho, vereador, já confirmou que sairá candidato a prefeito, mas por qual partido, isso é uma incógnita. Rafael Cordeiro, ex-secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, é outro que está galgando a possibilidade e também dialogando com os partidos. Dayane Pimentel, nome novíssimo para a prefeitura em Feira de Santana. Uma peculiaridade e tanto. Deputada Federal pelo PSL, pensa em se candidatar à prefeita, mas não sabe se por Feira ou Salvador. A mistura está excêntrica.

Outro personagem da disputa é possivelmente Fernando Torres, Deputado Federal pelo PSD. O atual prefeito Colbert Martins Filho (MDB) também pode estar no páreo pelos votos, apesar da continuidade ao governo de José Ronaldo, uma gestão bastante delicada já no final, com investigações feitas pelo Ministério Público Estadual na Cooperativa Coofsaúde, fornecedora de mão-de-obra especializada nas equipes dos Programas de Saúde da Família (PSF), através da Operação Pityocampa.

Carlos Geilson (PSDB), que não se reelegeu Deputado Estadual e Zé Neto (PT), Deputado Federal, são nomes da base do governador Rui Costa. Uma faca de dois gumes. Seria uma troca de partido pela parte de Carlos Geilson pra lá de vira-folha.

E Zé Neto, que já concorreu várias vezes a prefeito de Feira de Santana, deve cogitar mais uma vez. Pode rolar conflito interno e desavenças, apesar de ambos terem potenciais eleitorais no município, eleitores fiéis, o que pode somar votos, porém uma estranheza é perceptível.

Ainda há mais nomes estimados. Está achando pouco? Targino Machado (DEM) e Irmão Lázaro (PSC) podem figurar nas propagandas eleitorais municipais. E o PSOL? No frigir dos ovos, a gente deve ficar sabendo. Pelo menos foi assim que aconteceu nas últimas eleições. A dúvida imperou até que o rasta, Jonathan Monteiro, concordou em concorrer ao cargo de prefeito.

A salada de frutas está surgindo. Aos poucos as convenções e reuniões começam. Ou já começaram. Nas coxias políticas as negociações nunca param. Apenas em 2020, alguns meses antes a população começa a ver as chapas de fato formadas, com os prazos impetrados. Lamentável, já que política se faz diariamente. Infeliz, diante de tantos acontecimentos desastrosos no cenário nacional, já que as pessoas não têm se mexido, nem se mobilizado. Só observam, criticam, se mexem nas redes, mas reivindicações mesmo não têm sido vistas. E em Feira de Santana, com os alarmes já soando, perante inúmeros problemas, passando pelo saneamento básico, segurança, saúde e a falta de um plano diretor, as fiscalizações sociais são invisíveis. E a política do pão e circo, advinda do século XIX, ou até antes, apenas não com esta nomenclatura, parece permear o Brasil, e por tabela a nossa Princesa do Sertão.

 

Matéria: Laísa Melo

Foto:Guto Jads