sexta-feira , setembro 20 2019
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Médico alerta sobre os malefícios do cigarro

Atualmente, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking dos países com maior número de fumantes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de fumantes registrou uma queda de 40% nos últimos 12 anos. 29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo e, para reforçar a luta contra o tabagismo, diversas cidades promovem ações para conscientizar a população sobre os ricos do uso do cigarro e mobilizar as pessoas a cuidarem da sua saúde.

O vício do cigarro ainda é admitido por 6,9% das mulheres brasileiras e quase o dobro de homens, 12,1%. Para muitos, abandonar esse hábito tão prejudicial à saúde é um desafio, mas as campanhas de orientação contra o tabagismo e as leis que limitam as áreas liberadas ao fumo têm contribuído para a redução do consumo de cigarros.

De acordo com o médico otorrinolaringologista Sandro Torres, do Portal Centro de Saúde, além dos malefícios vitais, o cigarro provoca danos estéticos. “O maior malefício que o cigarro pode provocar sem dúvida é o risco de câncer, sobretudo o câncer de pulmão, laringe, boca e bexiga. Além disso, o cigarro é o grande responsável pelo desenvolvimento de outras doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar e a bronquite crônica. Não bastasse isso, o cigarro está associado a doenças vasculares, elevando o risco de AVC, tromboses, dentre outras. Na estética, o cigarro leva a diminuição do brilho da pele, altera a cor dos dentes e gengiva e a cor das unhas. Enfim, o cigarro seguramente traz muito mais malefícios que prazer”, explicou.

Fumar não faz mal à saúde somente daqueles que fumam. A fumaça produzida pelo cigarro prejudica até mesmo quem não fuma e os coloca na condição de tabagismo passivo, que também aumenta o risco de câncer de pulmão, infarto e doenças respiratórias. “O fumante passivo inala a fumaça do cigarro. Em menor grau, ele se expõe aos mesmos malefícios do fumante ativo, porém num grau muito menor, além do agravamento de crises alérgicas”.

Sandro alertou ainda que não há um tempo determinado para desenvolvimento de doenças causadas pelo tabagismo. Segundo ele, o fator determinante é a quantidade inalada e a predisposição individual de cada um.