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Geral Crise na universal

Igreja Universal perde quase 3.000 pastores e bispos desde 2018

Os líderes da Universal no Brasil chegaram a pedir que a Presidência da República intercedesse no assunto.

24/07/2021 às 08h39
Por: Redação
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Igreja Universal perde quase 3.000 pastores e bispos desde 2018

Nos últimos três anos a Igreja Universal continua uma potência econômico-religiosa, mas a opulência quase nunca é eterna. Fontes ouvidas pela coluna nos últimos meses mostram que a igreja criada por Edir Macedo em 1977 atravessa um de seus piores períodos.

O ponto nevrálgico da crise é a secessão que ocorreu em Angola, África, onde os pastores e bispos locais se insurgiram contra os líderes brasileiros. Hoje, na prática, são os angolanos os verdadeiros representantes da denominação naquele país. Nenhum brasileiro têm mais voz ativa. Grosso modo, foram proscritos. Em resumo: os fiéis angolanos levantaram uma "rebelião" por estarem insatisfeitos há anos como as coisas estavam sendo conduzidas pelos bispos brasileiros. Eles acusam os brasileiros de usar as igrejas de Angola apenas para arrecadar dinheiro e enviá-lo ao Brasil. Mas, essa é só uma das irregularidades apontadas.

Os líderes da Universal no Brasil chegaram a pedir que a Presidência da República intercedesse no assunto. O vice-presidente, Hamilton Mourão, chegou a visitar o país africano, mas voltou com um fracasso nas mãos. Os insurgentes estão determinados a não permitir interferência de ninguém em seu país. Rastilho de pólvora O maior temor dos bispos da Universal é não apenas sofrer um julgamento injusto (vários estão proibidos de deixar Angola, inclusive), mas que a "rebelião angolana" —como vem sendo chamada— cresça e se espalhe para outros países africanos, como Moçambique. O problema maior é que Angola era uma das principais fontes de renda da Universal mundo afora e, comenta-se, parte desse dinheiro sempre foi investido na compra das madrugadas da RecordTV brasileira.

 

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