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Os erros discrepantes da Medicina no Brasil

A morte crescente de crianças e adultos em hospitais é alarmante. Os números acerca dos erros médicos no Brasil são confusos. O que atrapalha inclusive identificar se um médico cometeu alguma falha grave ou não.

Enquanto muitos cidadãos reclamam da falta de atendimento, nos núcleos hospitalares acontecem erros grotescos. Se o chegar lá está difícil, uma vez lá dentro pode se tornar pior. Algumas pesquisas têm demonstrado o que já sabemos. Há sim muitas falhas médicas. Administrar medicamentos não é tarefa para qualquer um. A formação leva através do registro no Conselho a uma das mais capciosas profissões humanas. Cuidar da vida alheia com precisão exímia tem se tornado cada dia mais árduo.

Segundo uma pesquisa feita em 2017 pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 3 pessoas morrem a cada 5 minutos nos hospitais do país devido a alguma falha médica. Em 2016, o número chegou a 302.610 pessoas. Fica difícil de acreditar. Em decorrida, o Conselho Federal de Medicina puniu 2.186 médicos. Porém muitas correições aconteceram de forma sigilosa. Muitos profissionais continuam exercendo a Medicina. Independente da gravidade dos erros, o que consta é a desproporção das punições.

A lei é clara. Só que muitas pessoas não buscam reparação pelo erro sofrido por desacreditar na Justiça e também porque depois podem precisar novamente recorrer a hospitais e negarem atendimento.

Os erros praticados podem causar danos. São muitos os tipos de intervenção e análises clínicas. Quando o médico garante o resultado e acontece o oposto deve também ser apurada a conduta do médico. Verificar se houve negligência. Se houve culpa. Se trata da responsabilidade. Há o diagnóstico. E o procedimento. Pode destoar do direcionamento orientado. Se houver equívocos, o tratamento escolhido pode insurgir em sequelas irreparáveis.

As instituições tem vários vínculos. Há hospitais que nem são credenciados. E os agentes envolvidos na área de saúde como um todo devem ser cautelosos. O prontuário de um paciente demanda atenção. A lei prevê vários direitos, mas a morosidade acarreta em danos. A atuação continua. Mas as lesões e os danos causam deformidades que não reparam a integridade do indivíduo.