segunda-feira , agosto 19 2019
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Prefeitura recebe estudo sobre fertilidade em homens com doença falciforme

O Centro de Referência Municipal a Pessoa com Doença Falciforme da Prefeitura, localizado no Centro Social Urbano (CSU), recebe estudo sobre fertilidade em homens portadores da doença. A pesquisa recepcionada pela Secretaria de Saúde é pioneira no Brasil.

O objetivo dessa avaliação é identificar se os homens com a doença possuem dificuldade para reproduzir. A pesquisa está na fase de coleta de dados e avalia homens a partir dos 18 anos de idade que são atendidos pelo Centro.

De acordo com a médica onco-hematologista e pesquisadora, Anna Paloma Ribeiro, existe um tabu de muitos anos sobre a fertilidade em pessoas com doença falciforme, onde são orientadas a não engravidar por conta dos riscos. “A literatura vem mostrando que temos que achar as respostas para essas questões, e a pesquisa pretende encontrar essas respostas”, afirma.

A pesquisa já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa. A partir dela serão realizados exames laboratoriais e espermograma para poder avaliar as condições dos pacientes sujeitos a avaliação.

“Serão analisados homens que já tiveram filhos e os que ainda não possuem. A pesquisa chama a atenção porque é inédito analisar o espermograma e também porque em todo mundo existem pesquisas com somente 33 portadores estudados, pretendemos dobrar esse quantitativo”, pontuou Anna Paloma Ribeiro.

O projeto avalia expandir, a depender dos resultados, a análise sobre fertilidade para mulheres com anemia falciforme.

Sobre o Centro de Referência

Atualmente o Centro de Referência Municipal a Pessoa com Doença Falciforme atende uma média de 430 pessoas e conta com uma equipe multidisciplinar integrada de perfil ambulatorial.

Para ser atendido, o paciente com o exame de diagnóstico para a doença deve se dirigir ao Centro que funciona de segunda a sexta das 7h às 19h. “As pessoas que possuem os sintomas parecidos para a doença, podem se dirigir ao Centro para realizar o exame que pode diagnosticar ou eliminar a suspeita”, pontuou a enfermeira e coordenadora do Centro, Luciana Brito.