sexta-feira , setembro 20 2019
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Semanalmente, estudante doa 5 litros de leite ao BLH do Hospital da Mulher

A média de cinco litros de leite que semanalmente a estudante Letícia Dias dos Santos doa ao Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher da para atender as necessidades de dois dias dos 16 bebês internados na UTI e no berçário da instituição.

Em um mês, a doação passa de 20 litros – ou aproximadamente 240 litros por ano. É, seguramente, mais produtivas das atuais doadoras para a instituição mantida pela Prefeitura de Feira de Santana.

A moradora do George Américo é uma das maiores doadoras em toda a história do BLH do hospital. Desde a primeira filha, Maria Eduarda, que doa o excedente da sua produção. “Sinto uma satisfação grande em saber que estou ajudando crianças”.

Estas crianças demandam entre dois e três litros de leite, todos os dias. As dez do berçário, diz a enfermeira do BLH, Nadja Vieira, por serem maiores, consomem mais do que as seis internadas na Unidade de Terapia Intensiva.

Comenta que a sua disposição é um ato de solidariedade para com mães que não produzem este alimento quando seus filhos estão internados e com as crianças, que saem do hospital sem comprometimento nutricional.

“Recentemente passei três dias no Hospital da Criança e vi as dificuldades enfrentadas pelas crianças e a agonia das suas mães por não produzirem leite suficiente para atender as necessidades dos filhos. Doei o que pude”, afirmou.

Ela disse que faz a ordenha três vezes ao dia: quando acorda, à tarde à noite, antes de dormir. “Os peitos cheios de leite me incomodam mais para dormir do que a minha filha”.

Todas as terças-feiras a subtenente Luciana Cruz e a sargento Egina Taciana, ambas do Corpo de Bombeiros, vão à casa de Letícia Dias dos Santos para pegar a produção da semana. “São vários frascos de 600 mililitros”.

Diz que todos os dias faz a ordenha manual. Parte vai para o congelador e outra é colocada no refrigerador para que a filha Maria Helena, de três meses, seja amamentada à noite, pela avó Vandira Dias dos Santos, enquanto ela está no colégio.

Para produzir tanto leite, capricha na alimentação saudável – evita frituras, não bebe ou fuma. Se orgulha ao vir semanalmente a quantidade de frascos estocados no congelador. “Faço a ordenha com cuidado para não perder nada”.

“E sinto uma satisfação muito grande quando as meninas (bombeiras) vêm pegar aqui. Porque sei da importância do leite para estas crianças. Gosto de ajudar”. Os bebês, as suas mães e o BLH do Hospital da Mulher agradecem a solidariedade.