quarta-feira , agosto 21 2019
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Uso da PM pelo Procon do Governo do Estado em fiscalização a postos de combustível de Feira é alvo de críticas por Colbert

Não contou com a participação do Procon da Prefeitura de Feira de Santana, uma fiscalização realizada na segunda-feira, 12, em postos de combustível desta cidade, pelo Procon do Governo do Estado. O esclarecimento está sendo feito pelo prefeito municipal, Colbert Martins Filho, que não concordou com o uso da Polícia Militar nesta ação. Segundo ele, o órgão local sequer foi comunicado que haveria a operação, muito menos solicitado a colaborar.

“Estamos solidários aos empresários do segmento de postos de combustível em Feira de Santana que se manifestaram indignados com a forma como esta operação foi concebida pelo Procon do Governo da Bahia”, afirmou o prefeito.  Para o chefe do Executivo Municipal, a Polícia Militar foi utilizada de maneira equivocada pelo órgão estadual. “Absolutamente nada contra a PM, que foi convocada e cumpriu ordem. Mas o Governo do Estado não deveria ter ordenado essa ação tão ostensiva. A fiscalização a postos de gasolina é algo rotineiro e sempre ocorreu, nesta cidade, de forma pacífica”.

Em seu entendimento, ao usar a PM, o Procon do Governo do Estado expôs a constrangimento os empresários do setor. “É como se além de uma fiscalização de rotina, houvesse algo além disso e ainda alguma ameaça a este trabalho, o que não procede”, disse ele.

O ex-deputado federal e empresário do ramo, Fernando Torres, disse ao “Acorda Cidade” que a fiscalização é importante para garantir a qualidade do produto e valores justos, mas  considera a presença de policiais desnecessária e prejudicial à imagem do estabelecimento. “O que aconteceu ontem no posto Piraí é um absurdo. Vários policiais com armas na pista do posto, parecendo que tinha um bandido lá”, comentou.

Também empresário da área, o dono de posto Raimundo Catarino disse ao site que reconhece a necessidade de combater possíveis adulterações no setor, mas reclamou da forma como a intervenção foi feita: “A pessoa passa para abastecer e o posto está interditado, com polícia pelo meio. Dá a entender que (a empresa) está sofrendo alguma punição”.

*Foto: Ney Silva / Acorda Cidade