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Chineses se revoltam com morte de médico que alertou sobre coronavírus

O falecimento de Li foi confirmado pelo Hospital Central de Wuhan na quinta-feira 6, onde estava internado por coronavírus. Desde então, postagens sobre o acontecimento foram vistas mais de 270 milhões de vezes no Weibo

08/02/2020 09h16
Por: Redação

As redes sociais da China foram tomadas por uma onda de fúria contra o governo nesta sexta-feira, 7, pela morte de Li Wenliang, o médico que tentou alertar o público sobre a epidemia de coronavírus e foi silenciado pelas autoridades. Para tentar conter a revolta, o governo chinês censurou muitas das postagens sobre o tema. 

O falecimento de Li foi confirmado pelo Hospital Central de Wuhan na quinta-feira 6, onde estava internado por coronavírus. Desde então, postagens sobre o acontecimento foram vistas mais de 270 milhões de vezes no Weibo, plataforma chinesa semelhante ao Twitter.

Segundo o jornal americano The New York Times, muitos usuários reproduziram a citação do escritor chinês Murong Xuecun, publicada sete anos atrás, quando estava arrecadando dinheiro para famílias de presos políticos: “Quem detém a lenha para as massas é quem morre de frio no vento e na neve”.

“[A morte de Li Wenliang] me deixou desesperado”, escreveu em chinês um usuário do Weibo. Também houve acusações mais incisivas e conspiratórias, como a de que o governo é o responsável pela epidemia de coronavírus. “Todos sabemos que não é o morcego que mata as pessoas”, publicou um internauta, em referência ao suposto primeiro veículo do vírus. “O governo fez de Wuhan um inferno”, escreveu outro, em uma postagem divulgada pelo jornal britânico Financial Times.

 

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