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Outubro Rosa Pet: atenção aos sinais pode fazer a diferença no diagnóstico do câncer de mama em cadelas e gatas

Médica-veterinária alerta para importância da prevenção, da castração e do acompanhamento periódico dos animais

Por: Jornalismo
10/10/2026 às 18h16
Outubro Rosa Pet: atenção aos sinais pode fazer a diferença no diagnóstico do câncer de mama em cadelas e gatas

O câncer de mama também é uma preocupação importante entre os animais de estimação. Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais frequentes em cadelas e gatas, sendo o tipo mais comum nas cadelas e o terceiro tipo mais comum nas gatas. Durante o Outubro Rosa Pet, a médica-veterinária Gabriela Costa Silva, especializada em Cirurgia e Oncologia Veterinária, chama a atenção dos tutores para a prevenção, a observação das mamas e a importância do diagnóstico precoce.

“Os principais fatores relacionados ao risco de desenvolvimento dos tumores mamários são a idade, o status reprodutivo e a exposição hormonal”, explica a médica-veterinária.

A profissional, que é preceptora do curso de Medicina Veterinária da Estácio, faz ainda um alerta em relação às medicações utilizadas para interromper o cio. “Aplicações hormonais para interromper o cio devem ser evitadas, pois a exposição a essas medicações está associada a alterações mamárias importantes, além de alterações uterinas”, afirma.

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Nódulos são o principal sinal de alerta

Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a estimativa é de que os tumores mamários afetam 45% das cadelas e cerca de 30% das gatas ao longo da vida.

A identificação de alterações nas mamas deve levar o tutor a procurar avaliação veterinária. O principal sinal é a presença de nódulos, mas outras mudanças também merecem atenção. “Além disso, qualquer aumento de volume, alterações na pele, vermelhidão, calor, inchaço ou feridas na região das mamas são sinais de alerta”, orienta Gabriela.

A especialista em Cirurgia e Oncologia Veterinária orienta que a observação periódica do animal deve fazer parte da rotina de cuidados. “O tutor pode fazer uma observação e uma palpação delicada de toda a cadeia mamária, da região próxima aos membros anteriores até a região inguinal, mama mais próxima dos membros inferiores”, explica.

Durante a avaliação, é importante procurar por nódulos, aumento de volume ou alterações na pele. Mesmo alterações pequenas não devem ser ignoradas. “Qualquer alteração deve ser avaliada por um médico-veterinário. Mesmo um nódulo pequeno, que não parece causar dor ou desconforto, merece atenção”, alerta.

“O diagnóstico precoce é importante porque o tamanho do tumor e a presença de metástases influenciam no prognóstico e no tratamento”, explica Gabriela.

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Para verificar se a doença está localizada na mama ou se já existe algum indício de metástase, podem ser indicados exames de imagem. “Esses exames são importantes para auxiliar no estadiamento oncológico da paciente, que influencia diretamente o tratamento e o prognóstico, auxiliando na tomada de decisão sobre a melhor conduta terapêutica para cada paciente”, afirma a médica-veterinária.

A castração também está relacionada à prevenção dos tumores mamários. De acordo com a profissional, quando realizada no período mais jovem, ela diminui o estímulo hormonal e confere menor risco de desenvolvimento de tumores de mama.

“Nas gatas, a recomendação de castração costuma ocorrer ainda durante a fase jovem. Nas cadelas, o efeito preventivo também está relacionado ao momento da castração, mas a decisão deve ser individualizada, considerando idade, raça, porte e outros fatores”, ressalta. Por isso, segundo a veterinária, a decisão deve ser discutida com um profissional para avaliar o momento mais adequado para cada paciente.

Prevenção começa com a atenção dos tutores

Para Gabriela, o Outubro Rosa Pet é uma oportunidade para reforçar que a prevenção não deve acontecer apenas durante o mês de conscientização. A observação das mamas e as consultas periódicas devem fazer parte dos cuidados com os animais. “Minha principal recomendação é: não espere aparecer um problema maior para procurar o veterinário”, destaca.

“A orientação é que os tutores façam regularmente a observação e a palpação das mamas e procurem atendimento ao identificar qualquer nódulo ou alteração. Além disso, mantenha consultas veterinárias periódicas, pelo menos uma vez ao ano”, recomenda a profissional da Estácio, observando que o diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do animal.

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