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O duplo padrão: A militância contra a volta às aulas presenciais

As escolas continuam fechadas, mesmo após reabertura programada pelo governo, isso está ocorrendo devido ao ativismo sindical.

26/11/2020 17h20
Por: Redação
O duplo padrão: A militância contra a volta às aulas presenciais

          Esta pairando no ar um claro duplo padrão na forma de agir das pessoas envolvidas na educação do Estado de Sergipe, apesar da reabertura do comércio de uma forma geral já está em curso normal há um bom tempo as escolas continuam fechadas, mesmo após reabertura programada pelo governo, isso está ocorrendo devido ao ativismo sindical.

Há aproximadamente três meses o governo de Sergipe começou um processo de reabertura da economia e da volta à normalidade, se é que é possível, neste contexto foi autorizado a reabertura do comércio gradativamente e com os devidos cuidados outros eventos foram sendo autorizados de forma escalonada assim começaram a funcionar os restaurantes, pizzarias, academias, salões de beleza e por aí vai, tudo isso foi encarado com naturalidade não foi visto nenhum protesto conta a necessária reabertura, digo necessária porque muitos comerciantes já estavam à beira de um colapso, visto que a interrupção aconteceu nas vendas, mas não nas contas fixas dos empreendedores que se sustentam e “sustentam” outros através dos empregos, as contas de água, luz, impostos fixos, telefone, internet, aluguel e outros seguiram o seu curso normal e isso depois de alguns meses é insustentável sobretudo para empresas de pequenos e médio porte, nas quais muitas foram à falência.

Agora em novembro depois de uma ampla discursão com autoridades da área da saúde foi programado pelo governo do Estado de Sergipe a reabertura escalonada das escolas, começando pelas turmas do 3º ano do Ensino Médio as quais supostamente teriam prioridade pela necessidade urgente de fazer a prova do ENEM – Ensino Nacional do Ensino Médio, o retorno deveria ocorrer no dia 17 de novembro, porém em muitas escolas as coisas não aconteceram como o planejado e decretado pela SEDUC - Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura porque o SINTESE - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe, no último dia 16 em assembleia virtual o mesmo deliberou sobre o não retorno da volta as aulas presenciais veja trecho da decisão postada no site do SINTESE: “Professores e professoras da rede estadual de ensino firmaram posição contrária ao retorno aulas presenciais até que o Governo do Estado, por  meio da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (SEDUC), garanta as condições seguras de trabalho, diante da pandemia de Covid 19, e cumpra todas as medidas e protocolos estabelecidos pelo documento ‘Diretrizes para as Atividades Escolares Presenciais’, elaborado pela própria SEDUC”. O SINTESE afirma que os professores decidiram não voltar, porém essa decisão é contestada, porque a maioria dos professores não foram se quer consultados sobre a decisão.  

Não é novidade para ninguém que as pessoas já voltaram à vida “normal”, voltam as suas atividades relacionadas à trabalho, lazer, relações sociais e outras, mas a escola ainda aparece como a vilã do sistema social sergipano, até então esta é o único lugar ainda totalmente fechado, a julgar pelas atitudes parece até que o vírus chinês está abrigado dentro das escolas só aguardando à volta às aulas presenciais para matar todos (alunos e funcionários), que boicote é esse? Será a escola o único lugar nesse Estado que se pode contrair a doença proveniente do vírus chinês? Isso é de uma insanidade sem precedentes, completamente sem sentido.

O duplo padrão fica claro quando percebemos que as pessoas (tanto alunos quanto professores) estão nas praias, shoppings, parques, praças, supermercados e outros, mas refugam à escola como se esta fosse a grande vilã, parece que a maior parte dos professores e alunos estão com alergia da escola,  não existe nenhum argumento coerente que justifique a não reabertura das escolas, só para lembrar, a taxa de letalidade por Covid-19 em pessoas abaixo dos 50 anos é baixíssima quase nula, segundo pesquisa feita pelo professor Willem van Schaik e sua equipe, professores do Instituto de Microbiologia e Infecção da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirmou que as chances de pessoas abaixo dos 50 anos desenvolverem sintomas graves da covid-19 são raras, exceto quando existe doenças pré-existentes associadas, dados do Ministério da Saúde da Itália, epicentro da pandemia da Europa, informam que entre as pessoas que necessitaram internação apenas 12% tinha menos de 50 anos e desse total a taxa de mortalidade ficou abaixo de 1%, lembrando que tais internamentos e mortes não excluem pessoas do grupo de risco por já possuírem outras comorbidades, sendo assim os dados da Itália confirmam os estudos do Dr. Schaik, os quais afirmam o baixíssimo contágio e letalidade na faixa de idade já citada, se excluirmos desses 12% de internamentos e menos de 1% de mortes as pessoas com doenças pré-existentes o percentual chega perto de 0%, será que o povo que fala em “siênsia, siênsia, siênsia”, não tem conhecimento desses dados ou estão se fazendo de besta para não trabalhar? São perguntas sem resposta até então.

Diante desses fatos porque tanta resistência em reiniciar às aulas presenciais, já que os funcionários do grupo de risco seriam automaticamente dispensados? Muitos falam que em casa existem pessoas do grupo de risco e os alunos uma vez indo à escola contaminariam os mesmos. É um bom argumento, porém o mesmo não se sustenta, porque as pessoas que os sustenta em sua maioria, são as mesmas que estavam a todo vapor nas aglomerações durante as campanhas e agora nas comemorações dos candidatos vencedores. Basta dar uma passadinha rápida na internet especialmente nas redes sociais que veremos as aglomerações generalizadas, “cá prá nós”, é possível identificar muitas pessoas do convívio escolar seja alunos ou funcionários, mas os mesmos batem na tecla que a abrir as escolas agora é um grande risco. É muito incoerência e porque não dizer desonestidade.

Há propósito o governo do Estado liberou umaverba de quase 6 milhões de reais do Profin-Pandemia para adequação das escolas, compra de materiais de limpeza e EPI’s, sendo assim as escolas em sua maioria adequaram suas estruturas para o recomeço. É certo que algumas ainda carecem de mais investimentos para uma adequação satisfatória sobretudo existe uma carência de pessoal em algumas para atender essa demanda especial, já que à volta às aulas neste período exige um maior cuidado sobretudo na limpeza dos ambientes.

       Para concluir e encerrar esse papo vamos falar a verdade abertamente aqui, muitos professores estão gostando das aulas remotas no conforto do seu lar, mandam umas mensagens de WhatsApp e fica de boa assistindo seu Netflix e pouco estão “se lixando” para prestar um serviço com qualidade.

           Voltas às aulas presenciais já! Vamos abrir o que nunca deveria ter sido fechadas, as escolas.

 

 

Reinaldo Valverde Pereira, o professor Valverde detém os cursos de Licenciatura em História e Bacharel em Teologia, possui ainda formação profissionalizante em Comunicação Oral & Escrita e Jornalismo Digital e é autodidata em empreendedorismo. É estudante de pós-graduação em Educação Ambiental, Docência no Ensino Superior e Metodologias em Educação à Distância. É Entusiasta do Conservadorismo e do Liberalismo Econômico. Dispõe de uma vasta experiência em docência com passagens pelo ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos. Atuou como professor da Rede Privada de Salvador e atualmente é professor da Rede Estadual de Sergipe, além de escrever periódicos, sendo colunista de vários portais de notícias de todo o Brasil escrevendo sobre diversos temas.

 

Instagram: @professor.valverde

Twitter: @profvalverde

 

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